Essa foi a palavra de ordem, independentemente do palestrante ou da temática, nas 12 apresentações e dois debates durante o evento (Flávia Tonin)

 

O Encon­tro da Pecuá­ria Lei­tei­ra de 2019, orga­ni­za­do pela Scot Con­sul­to­ria, com co-orga­ni­za­ção da Revis­ta Bal­de Bran­co, em 3 e 4 de outu­bro, trou­xe mui­tos dados econô­mi­cos para os pre­sen­tes, como era espe­ra­do já que a empre­sa orga­ni­za­do­ra tem essa carac­te­rís­ti­ca em seu DNA. Porém, o inte­res­san­te foi ver como todos, de algu­ma for­ma, cor­re­la­ci­o­na­ram os exem­plos prá­ti­cos e a depen­dên­cia de bons núme­ros à pro­fis­si­o­na­li­za­ção da sus­ten­ta­bi­li­da­de, ou seja, enca­rá-la como par­te da ges­tão do negó­cio. Isso por­que foi-se o tem­po em que ser sus­ten­tá­vel era algo fora da rea­li­da­de pro­du­ti­va, extre­ma­men­te liga­do a “eco­cha­tos” ou a inves­ti­men­tos que dei­xam a eco­no­mia em segun­do lugar. Ser sus­ten­tá­vel deman­da a bus­ca pelo equi­lí­brio per­fei­to entre o econô­mi­co, pes­so­as e o ambi­en­te, e nes­te está soma­do o bem-estar ani­mal. O even­to do lei­te rece­beu cer­ca de 500 pes­so­as em Ribei­rão Pre­to-SP.

A raiz econô­mi­ca do pro­ble­ma sur­giu a par­tir da cons­ta­ta­ção de pes­qui­sa do Cen­tro de Estu­dos Avan­ça­dos em Eco­no­mia Apli­ca­da (Cepea) da Esalq/USP, apre­sen­ta­da por Caio Mon­tei­ro, que mos­trou que 97% de pro­du­to­res, a par­tir de dados levan­ta­dos por três anos em 13 esta­dos, apre­sen­tam mar­gem bru­ta posi­ti­va, porém, o per­cen­tu­al cai para 42% ao ava­li­ar a mar­gem líqui­da posi­ti­va, ou seja, dinhei­ro que entrou no bol­so como lucro. “Menos da meta­de das pro­pri­e­da­des pos­sui capa­ci­da­de de cobrir seus cus­tos com as depre­ci­a­ções e o pró-labo­re”, afir­mou o pes­qui­sa­dor, lem­bran­do que alter­na­ti­va para quem não está no gru­po pas­sa a ser o suca­te­a­men­to das ben­fei­to­ri­as ou a neces­si­da­de de se des­fa­zer de ati­vos.

Ele defen­de que a rever­são do qua­dro pode ser fei­ta com o aumen­to de pro­du­ti­vi­da­de, “a par­tir da bus­ca por aju­da téc­ni­ca após com­pre­en­der seus prin­ci­pais gar­ga­los”. E enfa­ti­za que, em geral, os resul­ta­dos apa­re­cem a par­tir de ajus­tes em mão de obra, aten­ção à die­ta e a com­po­si­ção do reba­nho. Espe­ci­fi­ca­men­te para mão de obra o refe­ren­ci­al de efi­ci­ên­cia e pro­du­ti­vi­da­de é de, no míni­mo, 300 litros/homem/dia.

 


Leia a ínte­gra des­ta maté­ria na edi­ção Bal­de Bran­co 659 (novembro/2019)

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