Em busca do bem-estar animal

  • 2 de outubro de 2019
Em busca do bem-estar animal

Pioneira na implantação do primeiro Sistema de Ordenha Voluntária (VMS) da América do Sul, o produtor projeta expansão da atividade com maior conforto para os animais
Edson Lemos

Antes de se tornar pioneiro na América do Sul, na adoção da mais moderna técnica de extração de leite existente no mundo, a ordenha robotizada, Armando Rabbers, um descendente de imigrantes holandeses fundadores da Colônia Castrolanda, era um agricultor bem-sucedido. Cultivava uma área de 190 hectares, divididos entre lavouras de milho, feijão e soja, com alta produtividade em todas essas lavouras. No inverno essa área produzia trigo comercializado com sua cooperativa, e o restante se destinava à produção de forragens (aveia e azevém) que abasteciam a chácara de seu irmão Lucas.

A produção de leite entrou nesse cenário como uma oportunidade de negócio. “O que me incentivou a produzir leite foi a cooperativa ter investido numa indústria de laticínios, os meus colaboradores tinham interesse na produção de leite, e mais a oportunidade da integração agricultura/pecuária, já que dispunha de áreas que podiam produzir bem, tanto no inverno como no verão”, conta Armando. E para quem iniciou na atividade com apenas sete vacas, e chegou a tirar 1.700 litros/dia, com os animais a pasto, no sistema balde ao pé, além de espetacular o salto foi rápido.

Veio o ‘flerte’ com o sistema de ordenha voluntária, depois de ter lido uma matéria de revista que falava sobre esse tipo de ordenhadeira. Um desejo latente ficou ‘matutando’ na cabeça. Logo que a tecnologia VMS foi apresentada no Agroleite 2010, começaram as conversas com o fabricante do equipamento. Foram meses de reuniões, negociações, definição de orçamento, e discussão para formatação de um projeto. Depois fez-se um ‘VMS Tour’ por fazendas da Suécia e Holanda, com Armando e Lucas visitando e conhecendo o sistema em funcionamento para tomada de decisão final, especialmente em relação a layout. Por fim, em fevereiro de 2012, a Fazenda Santa Cruz de Baixo começou a construir o sistema, que ficou pronto e começou a operar em outubro de 2012.

Leia a íntegra desta matéria na edição Balde Branco 658 (outubro/2019)