5 raças de gado leiteiro mais comuns no Brasil

  • 1 de fevereiro de 2018
5 raças de gado leiteiro mais comuns no Brasil

Para o produtor iniciar uma criação de vacas leiteiras, um momento muito importante é a escolha da raça, o que depende diretamente do sistema de produção que se pretende adotar na fazenda.

Em um sistema mais intensivo, ou seja, confinado, geralmente o objetivo é a produção máxima dos animais, por isso a escolha é pautada em vacas de maior porte com alta produção. Mas se o sistema for menos intensivo, em que o animal tem que caminhar até o alimento, a preferência é por vacas medianas, em que a produção é um pouco menor que a do confinado.

Atualmente no Brasil as raças mais comuns para investir na atividade leiteira são:

Raça Holandesa – é a raça europeia mais disseminada no mundo e com maior potencial para a produção de leite. Possui a pelagem branca e preta ou branca e vermelha, são exigentes quanto ao clima, conforto e manejo. É uma matriz muito utilizada em cruzamentos devido ao seu potencial. As novilhas podem ter a primeira cria aos 2 anos de idade. A produção média de leite é de 6 a 10 mil kg em 305 dias de lactação.

Raça Jersey – é uma raça europeia mais rústica, ou seja, que se adapta mais fácil com uma boa produção de leite, alta fertilidade e grande longevidade, eleita a segunda melhor raça leiteira. É uma raça de pequeno porte com pelagem parda com variação de pardo escuro ao amarelo claro. O leite apresenta elevados teores de proteína e gordura. Devido a precocidade sexual a primeira parição pode ser de 15 aos 18 meses de idade. A produção média de leite é de 3.500 a 5.500 mil em 305 dias de lactação.

Raça Pardo Suiço – é uma das raças europeias mais antigas do mundo. Podem ser utilizadas para produção de carne, porém a raça é predominantemente usada na produção leiteira. Possui uma pelagem parda clara a cinzenta escura, são animais rústicos e com alta fertilidade e longevidade. A idade das novilhas ao primeiro parto é de 30 meses. A produção média de leite é de aproximadamente 2.500 kg em 200 dias de lactação.

Raças Zebu Leiteiras – as raças indianas conhecidas como zebuínas se diferenciam das raças europeias por serem animais que se adaptam mais rápido, com grande resistência ao calor excessivo e à alta umidade do ar. O Gado zebu usufrui com eficiência alimentos com baixa qualidade nutricional. As três raças zebuínas mais comuns são:

Gir – é a raça indiana mais utilizada em cruzamentos. Possui grande porte com a pelagem variada. Apresenta longevidade produtiva e reprodutiva além de ter temperamento dócil. A idade do primeiro parto é de aproximadamente 43 meses. Já a produção média de leite é de mais ou menos 777 kg em 286 dias.

Guzerá – considerada a primeira raça zebuína utilizada pelo homem possui fácil adaptação e pode ser utilizada para a produção de leite e carne. Uma característica importante é a fertilidade da raça, já que se bem manejada pode fazer um bezerro a cada 13 meses. E a produção média de leite durante o período de lactação de 270 dias é de 2.071 kg.

Sindi – adequados para regiões mais secas e de poucos recursos alimentares, como no nordeste brasileiro. Assim como Guzerá também pode ser utilizada na produção de leite e carne. A raça possui um porte pequeno e a pelagem vermelha, variando do mais escuro ao amarelo-alaranjado com pintas brancas com a produção média de leite de 2.266 kg em 250 dias.

Girolando – é derivado do cruzamento da raça zebuína Gir com a raça europeia holandesa.  A mistura agregou a rusticidade da raça Gir com a alta produção da raça holandesa, além da precocidade sexual, longevidade e fertilidade. Um dos benefícios das raças mestiças é a questão do preço comparado às raças puras, no caso do Girolando o valor é menor e a média de produção de leite é ótima, aproximadamente 5.061 kg em 283 dias.

Agora que você conhece as principais raças utilizadas no Brasil que tal conhecer os cinco passos para iniciar a criação de gado de leite?

Fonte: Academia do Leite / Fundação Roge

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Fundação Roge